sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A Prepara Cursos lança campanha contra o bullying nas escolas de Sarzedo.


Hoje, em reunião com a Tatiana, da Prepara Cursos Profissionalidades/Unidade Betim, rede que oferece cursos profissionalizantes em todo o país, estabelecemos uma parceria para que as escolas do município participem da Campanha NÃO AO BULLYING, desenvolvida pela referida empresa.



A campanha envolve duas modalidades de concursos destinados aos alunos.  Numa das modalidades, o concurso propõe a criação de uma frase com o tema. As melhores frases serão premiadas com a pulseira oficial do programa, um mini curso para presentear os pais ou o responsável e, ainda, concorrerão a bolsas de estudos para cursos de informática, profissionalizantes e de idiomas. No caso das escolas municipais de Sarzedo, participarão nesta modalidade os alunos do 4º e 5º anos. Até o final deste mês, as fichas para inscrição das frases serão distribuídas aos alunos das escolas municipais.



O outro concurso consiste na criação de um vídeo de até 1 minuto sobre a frase que foi criada anteriormente. Esse vídeo pode ser desenvolvido por um grupo de no máximo 10 alunos e deverá ser postado na página oficial do Prepara Cursos no Facebook. Depois, é só convidar os amigos para curtir o vídeo postado. O vídeo mais curtido até o dia 31/12/2011 vai premiar um netbook para cada um dos integrantes.



Os educadores do município, se quiserem, podem inclusive, envolver a campanha acima em seus projetos para o Concurso Semeando a Paz (adequando-a às ações que estão desenvolvendo com o seu grupo). É mais um caminho entre tantos possíveis...



Todos os concursos são bem-vindos e servem de estímulo a todos na construção de novos valores. Os concursos são apenas o lado lúdico das ações: não devem de forma nenhuma ser encarados de forma competitiva (senão vão contra tudo o que queremos valorizar...). Cada ação desenvolvida já é por si uma grande conquista, um importante passo na melhoria das relações sócio-afetivas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Jogos Cooperativos


Caderno de Jogos Cooperativos organizado por Juliana Assef Pierotti, baseados na Pedagogia da Cooperação. Propõe uma reflexão sobre o novo papel do educador, facilitador do processo de desenvolvimento do outro, com posturas como:  ser receptivo e flexível a mudanças; trabalhar a partir do conflito, procurando caminhos para resolvê-los; utilizar o erro como desafio e alavanca para novas aprendizagens, dentre outras.

Apresenta como proposta uma série de jogos cooperativos, que “são atividades de compartilhar, unir pessoas, despertar a coragem para assumir riscos com pouca preocupação com o fracasso e o sucesso em si mesmos. Os jogos cooperativos reforçam a confiança em si mesmo e nos outros, propiciando uma participação autêntica, fazendo com que o ganhar e o perder sejam, apenas, referências para o crescimento pessoal e coletivo. Através dos jogos cooperativos, crianças e adolescentes “descobrem” outras possibilidades: regras, aprendizagem e educação, a ajuda, a solidariedade, a compreensão, o lúdico. A disputa e a competição podem ser confrontadas, abrindo-se uma possibilidade de inserção da COOPERAÇÃO – ONDE TODOS GANHAM.”



Disponível em:



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Declaração de Princípios sobre a Tolerância - 1995

Aprovada pela Conferência Geral da UNESCO em sua 28ª reunião, Paris, 16 de novembro de 1995.
Os Estados Membros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura reunidos em Paris em virtude da 28ª reunião da Conferência Geral, de 25 de outubro a 16 de novembro de 1995.
Preâmbulo
Tendo presente que a Carta da Nações Unidas declara "Nós os povos das Nações Unidas decididos a preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra,... a reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana,... e com tais finalidades a praticar a tolerância e a conviver em paz como bons vizinhos",

Lembrando que no Preâmbulo da Constituição da UNESCO, aprovada em 16 de novembro de 1945, se afirma que "a paz deve basear-se na solidariedade intelectual e moral da humanidade",

Lembrando também que a Declaração Universal dos Direitos do Homem proclama que "Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião"(art. 18), "de opinião e de expressão"(art. 19) e que a educação "deve favorecer a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos étnicos ou religiosos" (art.26),

Tendo em conta os seguintes instrumentos internacionais pertinentes, notadamente:
* o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos;
* o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais;
* a Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial;
* a Convenção sobre a Prevenção e a Sanção do Crime de Genocídio;
* a Convenção sobre os Direitos da Criança;
* a Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados, seu Protocolo de 1967 e seus instrumentos regionais;
* a Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher;
* a Convenção contra a Tortura e Outras Penas ou Tratamentos Cruéis, desumanos ou degradantes;
* a Declaração sobre a Eliminação de todas as Formas de Intolerância e de Discriminação fundadas na religião ou na convicção;
* a Declaração sobre os Direitos das Pessoas pertencentes a minorias nacionais ou étnicas, religiosas e lingüisticas;
* a Declaração sobre as Medidas para Eliminar o Terrorismo Internacional;
* a Declaração e o Programa de Ação de Viena aprovados pela Conferência Mundial dos Direitos do Homem;
* a Declaração de Copenhague e o Programa de Ação aprovados pela Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social;
* a Declaração da UNESCO sobre a Raça e os Preconceitos Raciais;
* a Convenção e a Recomendação da UNESCO sobre a Luta contra a Discriminação no Campo do Ensino;

Tendo presentes os objetivos do Terceiro Decênio da luta contra o racismo e a discriminação racial, do Decênio Mundial para a educação no âmbito dos direitos do homem e o Decênio Internacional das populações indígenas do mundo,

Tendo em consideração as recomendações das conferências regionais organizadas no quadro do Ano das Nações Unidas para a Tolerância conforme a Resolução 27 C/5.14 da Conferência Geral da UNESCO, e também as conclusões e as recomendações das outras conferências e reuniões organizadas pelos Estados membros no quadro do programa do Ano das Nações Unidas para a Tolerância,

Alarmados pela intensificação atual da intolerância, da violência, do terrorismo, da xenofobia, do nacionalismo agressivo, do racismo, do anti-semitismo, da exclusão, da marginalização e da discriminação contra minorias nacionais, étnicas, religiosas e lingüísticas, dos refugiados, dos trabalhadores migrantes, dos imigrantes e dos grupos vulneráveis da sociedade e também pelo aumento dos atos de violência e de intimidação cometidos contra pessoas que exercem sua liberdade de opinião e de expressão, todos comportamentos que ameaçam a consolidação da paz e da democracia no plano nacional e internacional e constituem obstáculos para o desenvolvimento,

Ressaltando que incumbe aos Estados membros desenvolver e fomentar o respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais de todos, sem distinção fundada sobre a raça, o sexo, a língua, a origem nacional, a religião ou incapacidade e também combater a intolerância,

aprovam e proclamam solenemente a presente Declaração de Princípios sobre a Tolerância
Decididos a tomar todas as medidas positivas necessárias para promover a tolerância nas nossas sociedades, pois a tolerância é não somente um princípio relevante mas igualmente uma condição necessária para a paz e para o progresso econômico e social de todos os povos,

Declaramos o seguinte:
Artigo 1º - Significado da tolerância
1.1 A tolerância é o respeito, a aceitação e o apreço da riqueza e da diversidade das culturas de nosso mundo, de nossos modos de expressão e de nossas maneiras de exprimir nossa qualidade de seres humanos. É fomentada pelo conhecimento, a abertura de espírito, a comunicação e a liberdade de pensamento, de consciência e de crença. A tolerância é a harmonia na diferença. Não só é um dever de ordem ética; é igualmente uma necessidade política e jurídica. A tolerância é uma virtude que torna a paz possível e contribui para substituir uma cultura de guerra por uma cultura de paz.
1.2 A tolerância não é concessão, condescendência, indulgência. A tolerância é, antes de tudo, uma atitude ativa fundada no reconhecimento dos direitos universais da pessoa humana e das liberdades fundamentais do outro. Em nenhum caso a tolerância poderia ser invocada para justificar lesões a esses valores fundamentais. A tolerância deve ser praticada pelos indivíduos, pelos grupos e pelo Estado.
1.3 A tolerância é o sustentáculo dos direitos humanos, do pluralismo (inclusive o pluralismo cultural), da democracia e do Estado de Direito. Implica a rejeição do dogmatismo e do absolutismo e fortalece as normas enunciadas nos instrumentos internacionais relativos aos direitos humanos.
1.4 Em consonância ao respeito dos direitos humanos, praticar a tolerância não significa tolerar a injustiça social, nem renunciar às próprias convicções, nem fazer concessões a respeito. A prática da tolerância significa que toda pessoa tem a livre escolha de suas convicções e aceita que o outro desfrute da mesma liberdade. Significa aceitar o fato de que os seres humanos, que se caracterizam naturalmente pela diversidade de seu aspecto físico, de sua situação, de seu modo de expressar-se, de seus comportamentos e de seus valores, têm o direito de viver em paz e de ser tais como são. Significa também que ninguém deve impor suas opiniões a outrem.
Artigo 2º - O papel do Estado
2.1 No âmbito do Estado a tolerância exige justiça e imparcialidade na legislação, na aplicação da lei e no exercício dos poderes judiciário e administrativo. Exige também que todos possam desfrutar de oportunidades econômicas e sociais sem nenhuma discriminação. A exclusão e a marginalização podem conduzir à frustração, à hostilidade e ao fanatismo.
2.2 A fim de instaurar uma sociedade mais tolerante, os Estados devem ratificar as convenções internacionais relativas aos direitos humanos e, se for necessário, elaborar uma nova legislação a fim de garantir igualdade de tratamento e de oportunidades aos diferentes grupos e indivíduos da sociedade.
2.3 Para a harmonia internacional, torna-se essencial que os indivíduos, as comunidades e as nações aceitem e respeitem o caráter multicultural da família humana. Sem tolerância não pode haver paz e sem paz não pode haver nem desenvolvimento nem democracia.
2.4 A intolerância pode ter a forma da marginalização dos grupos vulneráveis e de sua exclusão de toda participação na vida social e política e também a da violência e da discriminação contra os mesmos. Como afirma a Declaração sobre a Raça e os Preconceitos Raciais, "Todos os indivíduos e todos os grupos têm o direito de ser diferentes" (art. 1.2).
Artigo 3º - Dimensões sociais
3.1 No mundo moderno, a tolerância é mais necessária do que nunca. Vivemos uma época marcada pela mundialização da economia e pela aceleração da mobilidade, da comunicação, da integração e da interdependência, das migrações e dos deslocamentos de populações, da urbanização e da transformação das formas de organização social. Visto que inexiste uma única parte do mundo que não seja caracterizada pela diversidade, a intensificação da intolerância e dos confrontos constitui ameaça potencial para cada região. Não se trata de ameaça limitada a esse ou aquele país, mas de ameaça universal.
3.2 A tolerância é necessária entre os indivíduos e também no âmbito da família e da comunidade. A promoção da tolerância e o aprendizado da abertura do espírito, da ouvida mútua e da solidariedade devem se realizar nas escolas e nas universidades, por meio da educação não formal, nos lares e nos locais de trabalho. Os meios de comunicação devem desempenhar um papel construtivo, favorecendo o diálogo e debate livres e abertos, propagando os valores da tolerância e ressaltando os riscos da indiferença à expansão das ideologias e dos grupos intolerantes.
3.3 Como afirma a Declaração da UNESCO sobre a Raça e os Preconceitos Raciais, medidas devem ser tomadas para assegurar a igualdade na dignidade e nos direitos dos indivíduos e dos grupos humanos em todo lugar onde isso seja necessário. Para tanto, deve ser dada atenção especial aos grupos vulneráveis social ou economicamente desfavorecidos, a fim de lhes assegurar a proteção das leis e regulamentos em vigor, sobretudo em matéria de moradia, de emprego e de saúde, de respeitar a autenticidade de sua cultura e de seus valores e de facilitar, em especial pela educação, sua promoção e sua integração social e profissional.
3.4 A fim de coordenar a resposta da comunidade internacional a esse desafio universal, convém realizar estudos científicos apropriados e criar redes, incluindo a análise, pelos métodos das ciências sociais, das causas profundas desses fenômenos e das medidas eficazes para enfrentá-las, e também a pesquisa e a observação, a fim de apoiar as decisões dos Estados Membros em matéria de formulação política geral e ação normativa.
4. Artigo 4º - Educação
4.1 A educação é o meio mais eficaz de prevenir a intolerância. A primeira etapa da educação para a tolerância consiste em ensinar aos indivíduos quais são seus direitos e suas liberdades a fim de assegurar seu respeito e de incentivar a vontade de proteger os direitos e liberdades dos outros.
4.2 A educação para a tolerância deve ser considerada como imperativo prioritário; por isso é necessário promover métodos sistemáticos e racionais de ensino da tolerância centrados nas fontes culturais, sociais, econômicas, políticas e religiosas da intolerância, que expressam as causas profundas da violência e da exclusão. As políticas e programas de educação devem contribuir para o desenvolvimento da compreensão, da solidariedade e da tolerância entre os indivíduos, entre os grupos étnicos, sociais, culturais, religiosos, lingüísticos e as nações.
4.3 A educação para a tolerância deve visar a contrariar as influências que levam ao medo e à exclusão do outro e deve ajudar os jovens a desenvolver sua capacidade de exercer um juízo autônomo, de realizar uma reflexão crítica e de raciocinar em termos éticos.
4.4 Comprometemo-nos a apoiar e a executar programas de pesquisa em ciências sociais e de educação para a tolerância, para os direitos humanos e para a não-violência. Por conseguinte, torna-se necessário dar atenção especial à melhoria da formação dos docentes, dos programas de ensino, do conteúdo dos manuais e cursos e de outros tipos de material pedagógico, inclusive as novas tecnologias educacionais, a fim de formar cidadãos solidários e responsáveis, abertos a outras culturas, capazes de apreciar o valor da liberdade, respeitadores da dignidade dos seres humanos e de suas diferenças e capazes de prevenir os conflitos ou de resolvê-los por meios não violentos.
Artigo 5º - Compromisso de agir
Comprometemo-nos a fomentar a tolerância e a não violência por meio de programas e de instituições no campo da educação, da ciência, da cultura e da comunicação.
Artigo 6º - Dia Internacional da Tolerância
A fim de mobilizar a opinião pública, de ressaltar os perigos da intolerância e de reafirmar nosso compromisso e nossa determinação de agir em favor do fomento da tolerância e da educação para a tolerância, nós proclamamos solenemente o dia 16 de novembro de cada ano como o Dia Internacional da Tolerância.
Aplicação da Declaração de Princípios sobre a Tolerância
A Conferência Geral,
Considerando que em virtude da missão que lhe atribui seu Ato constitutivo nos campos da educação, ciência - ciências exatas e naturais, como também sociais -, cultura e comunicação, a UNESCO tem o dever de chamar a atenção dos Estados e dos povos sobre os problemas ligados a todos os aspectos da questão essencial da tolerância e da intolerância.
Considerando a Declaração de Princípios da UNESCO sobre a Tolerância, proclamada em 16 de novembro de 1995,
1. Insta os Estados Membros:
(a) a ressaltar, a cada ano, o dia 16 de novembro, Dia Internacional da Tolerância, mediante a organização de manifestações e de programas especiais destinados a pregar a mensagem da tolerância entre os cidadãos, em cooperação com os estabelecimentos educacionais, as organizações intergovernamentais e não-governamentais e os meios de comunicação;
(b) a comunicar ao Diretor Geral todas as informações que desejariam compartilhar, sobretudo os conhecimentos extraídos da pesquisa ou do debate público sobre os problemas da tolerância e do pluralismo cultural, a fim de ajudar a compreender melhor os fenômenos ligados à intolerância e às ideologias que pregam a intolerância, como o racismo, o fascismo e o anti-semitismo e também as medidas mais eficazes para enfrentar tais problemas;
2. Convida o Diretor Geral:
(a) a assegurar ampla difusão do texto da Declaração de Princípios, e para tal fim, a publicar e fazer distribuir esse texto não somente nas línguas oficiais da Conferência Geral, mas também no maior número possível de outras línguas;
(b) a instituir um mecanismo apropriado para a coordenação e avaliação das ações realizadas no âmbito do sistema das Nações Unidas e em cooperação com outras organizações para fomentar e ensinar a tolerância;
(c) a comunicar a Declaração de Princípios ao Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, solicitando-lhe que a apresente, como convém, à Assembléia Geral das Nações Unidas em sua qüinquagésima primeira sessão, de acordo com a Resolução 49 313 da Assembléia Geral.



Fonte:

Manifesto em Defesa da Paz - 2000

"No ano 2000, 100 milhões de pessoas comprometeram-se a criar um novo mundo, baseado na tolerância, na solidariedade e na não-violência.


Manifesto 2000
Por Uma Cultura de Paz e Não-Violência
O Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-Violência foi esboçado por um grupo de laureados do Prêmio Nobel da Paz, que se encontraram em Paris para o 500 aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos Norman Borlaug, Adolfo Perez Esquivel, Michail Gorbatchev, Mairead Maguire, Rigoberta Menchu Tum, Shimon Peres, José Ramos Horata, Joseph Rotblat, David Trimble, Desmond Tutu, ElieWiesel, Carlos F. Ximenes Belo, Nelson Mandela e o Dalai Lama foram os primeiros signatários do Manifesto 2000.
O Manifesto objetiva a promoção da conscientização e do compromisso individuais: não é nem um apelo nem uma petição dirigidos aos governos ou autoridades superiores. O Manifesto afirma que é da responsabilidade de cada ser humano traduzir os valores, atitudes e padrões de comportamento que inspiram a Cultura de Paz em realidades da vida diária. Todos podem agir no espírito da Cultura de Paz dentro do contexto da própria família, do local de trabalho, do bairro, da cidade ou da região, tomando-se um mensageiro da tolerância, da solidariedade e do diálogo.
Assinando o Manifesto, todos comprometem-se a:
1. respeitar a vida
2. rejeitar a violência
3. ser generoso
4. ouvir para compreender
5. preservar o planeta
6. redescobrir a solidariedade
A UNESCO, como o corpo das Nações Unidas coordenador da preparação do Ano Internacional da Cultura de Paz, é responsável pela distribuição do Manifesto 2000 pelo mundo afora, e está lançando um apelo a todas as organizações, associações e governos no sentido de cooperarem. As escolas, universidades e associações que trabalham em articulação com a UNESCO no dia-a-dia, bem como junto a outras organizações das Nações unidas, se mobilizarão para distribuir O Manifesto 2000; além disso, será necessário contar com a participação e o apoio de personalidades políticas, intelectuais e artísticas: prefeitos, membros de parlamento, jornalistas, músicos, diretores cinematográficos, cientistas e representantes de organizações religiosas e militares do mundo inteiro.
O objetivo é de coletar 100 milhões de assinaturas até a convocação da Assembléia Geral do milênio em setembro do ano 2000.
As organizações que estiverem colaborando na divulgação do Manifesto 2000 também se comprometerão a participar na coleta de assinaturas. Um site na Internet dedicado ao Manifesto 2000, incluindo o registro de todas as suas assinaturas, já foi implementado no www.unesco.org/manifesto2000.
Em 4 de março de 1999, 100 jovens de diferentes meios e origens foram simbolicamente designados como “mensageiros da Cultura de Paz” pelo Diretor Geral; foram incumbidos de espalhar a mensagem da Cultura de Paz.
MANIFESTO 2000
Por uma Cultura de Paz e Não-Violência

O Ano 2000 deve ser um novo começo para todos nós. Juntos, podemos transformar a cultura de guerra e violência em uma Cultura de Paz e não-violência.
Essa evolução exige a participação de cada um de nós para dar aos jovens e as gerações futuras valores que os ajudem a forjar um mundo mais digno e harmonioso, um mundo de justiça, solidariedade, liberdade e prosperidade.

A Cultura de Paz torna possível o desenvolvimento duradouro à proteção do ambiente natural e a satisfação pessoal de cada ser humano:

Reconhecendo a minha cota de responsabilidade com o futuro da humanidade, especialmente com as crianças de hoje e as das gerações futuras, eu me comprometo - em minha vida diária, na minha família, no meu trabalho, na minha comunidade, no meu país e na minha região - a:

Respeitar a vida e a dignidade de cada pessoa, sem discriminação ou preconceito;

Praticar a não-violência ativa, rejeitando a violência sob todas as suas formas: física, sexual, psicológica, econômica e social, em particular contra os grupos mais desprovidos e vulneráveis como as crianças e os adolescentes;

Compartilhar o meu tempo e meus recursos materiais em um espírito de generosidade visando o fim da exclusão, da injustiça e da opressão política e econômica;

Defender a liberdade de expressão e a diversidade cultural, dando sempre preferência ao diálogo e à escuta do que ao fanatismo, a difamação e a rejeição do outro;

Promover um comportamento de consumo que seja responsável e práticas de desenvolvimento que respeitem todas as formas de vida e preservem o equilíbrio da natureza no planeta;

Contribuir para o desenvolvimento da minha comunidade, com a ampla participação da mulher e o respeito pelos princípios democráticos, de modo a construir novas formas de solidariedade."


Texto extraído do site:

http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/UNESCO-Organização-das-Nações-Unidas-para-a-Educação-Ciência-e-Cultura/manifesto-em-defesa-da-paz-2000.html




Estratégias para motivar alunos


O artigo “Estratégias para motivar alunos” escrito por Saul Neves de Jesus apresenta algumas sugestões de condutas dos educadores para motivar os alunos para a aprendizagem escolar e para a disciplina na sala de aula.



O texto está disponível em pdf:

Meditação da Luz


“Imagine que há uma luz na nossa frente. Tragamos a luz através de nossa fronte para dentro da cabeça. Deixemos a cabeça ficar cheia de luz. Onde quer que haja luz, não pode haver escuridão. Nossa mente é preenchida de bons pensamentos. Nossa mente está cheia de amor.
Agora, trazemos a luz para nosso coração. Imaginemos uma rosa. Quando a luz atinge a flor ela começa a se abrir, pétala por pétala, até se tornar uma linda flor. Nosso coração se torna puro. Nosso coração é preenchido com amor e compaixão.
Agora, trazemos a luz pra nossos braços e nossas mãos. Ambas as mãos se enchem de luz. Nós cumpriremos nosso dever com o melhor de nossa habilidade. Vamos servir a todos com amor e compaixão.
Agora, levemos a luz para baixo até nossos pés. Ambos os pés se enchem de luz. Iremos andar para frente em nossa vida, com amor e autoconfiança. Andaremos por bons lugares. Andaremos com pessoas boas.
Agora, levemos a luz para cima, através do corpo, para nossa boca; deixemos nossa boca e língua se encherem de luz. Nós falamos a verdade, nós falamos só aquilo que é bom e útil. Nossas palavras são cheias de amor e compaixão.
Agora, trazemos a luz para nossos ouvidos. Ambos são inundados de luz. Nós ouvimos coisas boas. Ouvimos a todos com amor e compaixão.
Agora, levemos a luz para nossos olhos. Ambos os olhos são preenchidos de luz. Nós olhamos a todos com um amor e compaixão. Vemos o bem todos e em todas as coisas.
Agora, trazemos a luz de volta a cabeça. Deixemos a cabeça ser preenchida de luz. Estamos cheios de amor e sabedoria.
Agora, irradiamos essa luz de nós mesmos e levamos essa luz a nossos pais que nos deram o nascimento e cuidaram de nós. Possam nossos pais estar cheios de paz. Levemos a luz para nossos professores que nos deram conhecimento e sabedoria. Possam nossos professores estar cheios de paz. Irradiemos esta luz para nossos parentes e amigos. Expanda-se esta luz a todas as pessoas e animais. Deixemos esta luz encher toda esta Terra. Que o mundo todo possa estar cheio de paz e amor. Expandimos a luz englobando o universo todo. Em todo lugar há luz.
Nós estamos na luz.
A luz está em nós.
Nós somos a luz.
Permaneçam envolvidos na luz e paz por um tempo antes de terminar a meditação.”

Texto extraído de:



Projeto Valores Humanos


Segue abaixo um link para um projeto com ações focadas para o desenvolvimento de virtudes em prol da construção de uma cultura de Paz.


http://www.projetovaloreshumanos.com.br/





Achei, particularmente, interessante a seção de plano de aulas, com atividades que podem, inclusive, subsidiar as ações que estão sendo desenvolvidas pelos educadores do município. A seção apresenta planos de aula para download com títulos sugestivos como:

  • “Guardar raiva é o mesmo que beber veneno e querer que o outro morra”;
  • “Nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo”;
  • “Tudo que temos é emprestado”;
  • “Se você não puder fazer tudo, faça tudo o que puder”;
  • “Vamos salvar a Terra”;
  • “Não há dor que dure para sempre, depois da chuva o sol sempre aparece”;
  • “Se você pensa que pode ou que não pode, dos dois jeitos você está certo”;
  • “A persistência é a mãe e o caminho do sucesso”;
  • “Nunca aponte um problema, aponte uma solução”;
  • “Quem te fala mal de uma pessoa, falará mal de ti também”;
  • “Para quê ficar bravo se basta ser inteligente”;
  • “Só quando se aprende a se aceitar e a se amar, somos capazes de aceitar e amar outras pessoas”;
  • “Vencer não é tudo, mas viver em união já é uma vitória”;
  • “Quanto mais enfrentamos nossos medos, mais eles diminuem”;
  • “Não é o outro que nos decepciona, nós que nos decepcionamos por esperar alguma coisa do outro”;
  • “As pessoas que mais magoamos são aquelas que mais amamos”;
  • “Só entende o valor do silêncio quem tem necessidade de calar para não ferir alguém”;
  • “Pequena é a abelha, mas produz o que mais doce existe";

... e outros mais com atividades trabalhando virtudes como amizade, amor, autoestima, compaixão, cooperativismo, gratidão, honestidade, humildade, igualdade, justiça, otimismo, respeito, responsabilidade, solidariedade, dentre outros..







Muito interessante, também, o texto sobre Inteligência Emocional, disponível no link: